Perguntar para que?

Escrito por Helena Mihoko Miyahara

Quando você vê uma criança de 3, 4 anos perguntando por que isso, por que aquilo, o que você acha que ela está fazendo? Ela está descobrindo, desvendando o mundo que a cerca! Ela quer descobrir tudo, saber de tudo. Faz perguntas de genuína curiosidade, exploratória, que a deixa maravilhada pois a partir das perguntas desvendam os seus “mistérios”.

No entanto, após umas 10 perguntas, quase invariavelmente, o adulto que está respondendo chega num ponto que diz que é por que é e pronto. Chega de perguntas!

Perguntar

Frustrada a criança vai deixando de perguntar. Fica com este comando: chega de perguntas e a leva para a vida. A educação formal também reforçava muitas vezes este comportamento de não perguntar pois o papel do aluno, o sem luz, é o de simplesmente memorizar o que o professor considera ser importante que ele aprenda ou responda.

E agora José? E agora Maria? O mundo é cruel? Desaprendemos a perguntar e agora no mundo corporativo, no mundo profissional começam a dizer que a habilidade mais importante é o de fazer boas perguntas.

Hoje no contexto VUCA, onde tudo é Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, as certezas são poucas. Pense numa coisa simples como a estrutura familiar. Há duas décadas, o que tínhamos como estrutura familiar era um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje temos uma variação muito maior: família de dois pais, de duas mães, de casais de vários casamentos com filhos de vários parceiros, aumentando muito a complexidade destas relações.

Neste contexto em que vivemos, afirmações podem não responder e corresponder à complexidade e ambiguidade dos fatos. Uma boa pergunta, de curiosidade, de exploração pode ser muito mais eficiente para compreender o contexto. Talvez seja útil resgatarmos a qualidade de perguntador que um dia tivemos.

Mesmo quando pensamos nas lideranças, podemos afirmar que um líder de hoje deve saber fazer boas perguntas ao invés de afirmações. Hoje temos novas demandas quando pensamos em modelo de trabalho, modelo de gestão. Os processos estão cada vez mais inter-relacionados e interdependentes, gerando a necessidade das pessoas conversarem, trocarem informações e resolverem problemas de forma coletiva. Os verbos compartilhar, co-construir estão sendo conjugados com muito mais força e frequência. E as perguntas entram em cena novamente neste contexto, pois perguntar é uma das formas mais eficientes de acessarmos o conhecimento que está instalado no outro. Perguntas aproximam as pessoas, e as afirmações afastam as pessoas. Pense sobre isto.

Além de tudo, numa boa pergunta mora a boa resposta, a solução buscada.

Bora fazer perguntas!

 

Para conhecer mais sobre sobre sessões de Action Learning, metodologia que trabalha a resolução de problemas reais, importantes e urgentes, utilizando perguntas, clique aqui.

Helena Mihoko Miyahara é a atual presidente da WIAL Brasil, Action Learning Coach e Facilitadora de Treinamentos e Workshops.

A Transformação Ágil no RH

João Paulo Coutinho

No ano de 2001, profissionais de áreas de desenvolvimento de tecnologias se reuniram para discutir os sucessos e fracassos de seus projetos. Como resultado desse encontro, produziram o chamado Manifesto Ágil com quatro valores e doze princípios que poderiam ser aplicados para melhorar o resultado na condução de seus projetos.

Nos últimos anos os princípios do manifesto provocaram impacto no desenvolvimento de tecnologia, construção de equipes e na cultura de diversas organizações, que perceberam a importância de uma construção coletiva, muito mais colaborativa, interativa e respondendo rápido a mudanças. Aconteceu então a real possibilidade de introduzir no mercado produtos com mais rapidez, com níveis elevados de satisfação e com reduções relevantes no custo.

E foi aí que o RH ouviu falar sobre agilidade. Novos cargos e profissionais são demandados, os ambientes de trabalho estão se transformando e é preciso buscar soluções inovadoras para sobreviver no meio de tantas mudanças. Ainda que em uma versão mais light, a área começa a aplicar os princípios sem adotar todas as ferramentas e protocolos do mundo da tecnologia.

Pensando nesse movimento, um grupo de profissionais de Recursos Humanos, criou o Manifesto para o desenvolvimento ágil de RH. Foi criada uma primeira versão, trazendo apenas uma adaptação do que foi construindo pelos profissionais de tecnologia, mas na sequência, uma segunda versão, muito mais congruente e conectada com os desafios enfrentados pelo RH:

Manifesto Ágil do RH

Em um ambiente cada vez mais volátil e incerto, times e líderes de Recursos Humanos, precisarão adotar o pensamento e as práticas ágeis para superar os desafios e enfrentar obstáculos para lidar com novas formas de pensar e trabalhar, equipadas com práticas de engajamento de pessoas mais humanísticas e baseadas em valores.

Existem ferramentas e métodos ágeis (como Kanbam, OKR, Merity Money e Delegation Board) que podem ajudar esses profissionais a encontrar uma nova maneira de maximizar o valor e o envolvimento dos colaboradores, aumentando a sua responsabilidade, entendendo a sua motivação e desenvolvendo suas habilidades.

A abordagem ágil possibilita a adaptação de como a maioria das empresas hoje precisa trabalhar para manter a criatividade, a motivação e a capacidade de inovar a cada dia. Profissionais de Recursos Humanos precisam aprender como princípios, ferramentas e métodos ágeis podem ajudá-los a apoiar melhor o negócio rumo aos seus objetivos. Os processos de RH como recrutamento, gerenciamento de metas e desempenho, desenvolvimento de lideranças, práticas de remuneração e desenvolvimento organizacional podem e devem ser transformadas.

Por meio de workshops e facilitações com ferramentas colaborativas, podemos ajudar sua organização a implementar processos ágeis de RH, dando o pontapé inicial no chamado RH Ágil. Juntos vamos entender como o RH pode suportar uma implementação ágil, como serão as funções e o trabalho no futuro e como uma área de RH pode trabalhar ágil. Entre em contato comigo para conversarmos mais sobre assunto.

Quer conhecer mais sobre esse trabalho? Entre em contato pelo e-mail: jpvcoutinho@gmail.com

É hora da Transformação Digital… mas e as pessoas?

João Paulo Coutinho

Somos protagonistas de uma nova revolução industrial, na qual avanços como a Internet das Coisas, as mídias digitais, as novas tecnologias de armazenamento, o Blockchain e a Computação Cognitiva abrem novas vias para a eficiência e inovação empresarial. Esta onda de inovação tem sido chamada de 4ª Revolução Industrial, devido ao impacto de transformação em todos os níveis que conhecemos hoje.

O modelo de startup permite que uma nova ideia se transforme em um novo produto de forma muito rápida. Empresas como Netflix, Uber, AirBnB e Spotify revolucionaram suas industrias, criando e conquistando novos mercados que as empresas tradicionais até então não sabiam que existiam, ou simplesmente menosprezavam o seu potencial. O fato é que esses novos negócios ameaçam negócios muito antigos e estabelecidos, como contabilidade e direito por exemplo.

Estima-se que até 2020, todos os setores estarão sujeitos a serem transformados. E é por isso que tantos empresários, CEOs e diretores  estão correndo contra o tempo. No Brasil, grandes organizações estão buscando se preparar e transformar seus negócios para o futuro. Temos visto vários cases de empresas, que estão criando as suas próprias startups ou laboratórios de inovação. Recentemente em uma grande seguradora, que abriu a sua startup, ouvi do cliente: “Criamos a nossa startup para que ela possa “quebrar” ou comprar o nosso negócio. É melhor investir e viver este cenário, do que ser engolido pelo vizinho.”

O “X da questão” é que quando buscam a transformação digital, muitas empresas têm colocado seu foco na tecnologia, na presença digital, na forma de criar experiências e se relacionar com seus clientes, mas esquecem de colocar seus principais recursos nesta transformação: seus colaboradores.

As pessoas como motor de mudança

Transformação 1

São as pessoas que conduzem e tornam possível qualquer processo de mudança. É preciso envolver a equipe nos objetivos do negócio, para que os colaboradores interiorizem o sentimento de mudança e se sintam parte dela. Em qualquer metodologia que trabalhe Gestão de Mudanças, um dos principais pontos trabalhados são Pessoas.

A transformação digital verdadeira, acontece de dentro para fora. Estamos falando de levar uma empresa, de gestão tradicional, para o futuro, para um mundo de infinitas possibilidades, mas cheio de incertezas. E nesse contexto é preciso responder rápido as mudanças, ser flexível, adaptativo e aberto ao erro.

Durante o processo, é muito provável que se perceba que é preciso incorporar novos perfis ou aprimorar o talento de alguns membros da equipe.

As empresas precisam ajudar as pessoas a desenvolverem as habilidades necessárias para o mundo digital. No último artigo que escrevi aqui no meu site falei sobre as competências esperadas do profissional do futuro. E incluo que para a transformação digital, além dessas competências é preciso desenvolver propósito e a visão de futuro, impedindo assim que o medo domine as oportunidades, causando resistência a mudança e falta de entusiasmo para que ela aconteça.

A outra questão é a importância de se formar agentes de mudanças com coragem de questionar o status quo e ajudar os outros a saírem de suas zonas de conforto. Para encarar estes desafios sem frustração ou desistência são necessárias ferramentas e técnicas inovadoras, baseadas em lições aprendidas em campo e muito feedback.

A tecnologia mudou nosso mundo, mas não podemos perder de vista que empresas são formadas por pessoas e são elas que determinam o sucesso ou o fracasso de qualquer transformação. Ser pioneiro em tendências e em tecnologia, inovar e competir em mercados digitais não pode ser um objetivo por si só, mas deve ser o caminho para um novo contexto onde exista o diálogo, a transparência, a liderança distribuída, a experimentação e o aprendizado contínuo.

Como resolver problemas com comprometimento e diversão?

Escrito por Annelise Gripp

Essa é uma pergunta que habita a minha mente desde que comecei a trabalhar em grandes empresas há 19 anos atrás. Todos sabem que quanto maior a empresa, maiores são os problemas… isso é um fato que ninguém pode mudar. O que podemos mudar é a forma de expor tais problemas, engajar as pessoas na sua resolução e, principalmente, quais dinâmicas que serão utilizadas para lidar com isto.

Durante muitos anos, utilizei diversas ferramentas para descobrir e tentar dissolver problemas: foram diversas planilhas, documentos, templates, entre outros que muitos de vocês já usaram ou ainda usam até hoje. Vale citar ainda as intermináveis reuniões semanais para acompanhamento do problema. O que sempre vi nessas experiências foi um enorme desperdício de tempo, de foco e de pessoas.

Partindo desta insatisfação, percebi que precisava de algo que fosse rápido, envolvente e dinâmico, e que falasse a mesma língua de um ambiente ágil. Mas que algo seria esse, se toda a experiência que eu tinha me remetia àquelas ferramentas e estratégias do passado? Durante essa busca conheci o Learning Canvas, ferramenta do Learning 3.0. Assim que fui apresentada à ela, percebi que tinha em mãos a oportunidade de experimentar algo novo no meu ambiente de trabalho. E essa é a história que conto pra vocês a seguir.

COLABORANDO PARA SOLUCIONAR

No nosso backlog de TI temos vários problemas relacionados à aplicação da tecnologia que criamos, e sobre como ela se relaciona entre os times. Conversei com nosso CTO e perguntei se ele teria algum tópico importante que contivesse problemas a serem abordados e resolvidos. Percebendo que aquele era o momento ideal para introduzir o Learning Canvas, revelei que o tópico envolveria todos os times da empresa que tivessem alguma contribuição para dar.

Assim que foi escolhido o tema, enviei um email para todos da TI dizendo que no dia seguinte, na parte da manhã, faríamos uma dinâmica e que seria importante que todos participassem e dessem a sua contribuição.

No dia seguinte, coloquei o canvas na parede, e quando todos chegaram expliquei o motivo de experimentarmos essa ferramenta. Mostrei como ela funcionava e então identificamos os papéis (Asker, Sharer e Facilitador). Tirei as dúvidas que foram surgindo e distribui para cada participante post-its e caneta. Começamos então com o Asker colocando os post-its com os Problemas e Sintomas existentes, o que nos lembrou algumas situações vividas por muitos ali. Após os sintomas, ele apresentou quais os Resultados Esperados, ou seja, qual o cenário desejado. Os participantes fizeram várias perguntas relacionadas à tecnologia e responsabilidades dos times e ao cessar as perguntas, pedi para eles escreverem suas experiências em relação a esse problema… nesse momento, as pessoas interagiram e compartilharam histórias relacionadas aos problemas. Muitos se identificaram por terem vivido a mesma experiência em contextos diferentes, o que foi uma surpresa, já que nunca tinha-se investido tempo para essa troca de conhecimento.

No momento que isso aconteceu, foi estabelecido um laço de confiança entre os participantes, pois ficou claro que todos ali passavam pelos mesmos problemas, e que agora precisavam se unir para resolvê-los.

Após a discussão em volta de todos os post-its colocados na coluna Experiências, começamos a concepção das Ideias. Os participantes discutiram diferentes formas para atacar os problemas e colocaram estas ideias nos posts its. O próximo passo foi o Asker voltar a olhar o canvas e, diante de todas as Experiências e Ideias compartilhadas, construir seu Plano de Ação, contendo as ações, os responsáveis por elas e o momento de fazê-las. Comprometimento selado!

É importante lembrar que toda a dinâmica foi feita num único momento. Paramos para discutir e resolver o problema, que era pertinente a todos os envolvidos, e depois retornamos para nosso trabalho, com a proposta de solução e uma enorme expectativa de ver aquele problema ser, definitivamente, solucionado!

CONCLUSÃO

O Learning Canvas foi muito bem aceito por toda a nossa equipe. Trouxe motivação, integração, confiança, novos questionamentos e responsabilidade para as pessoas. É uma ferramenta de uso simples, onde o foco principal é envolver diferentes perfis de pessoas na busca por possíveis soluções para os problemas expostos. O Learning Canvas foi adotado pela empresa como uma das boas práticas para utilizarmos no nosso dia-a-dia.

Como facilitadora, a lição aprendida foi: O tempo que INVESTIMOS (e não perdemos) para realizar a dinâmica foi incomparavelmente menor do que o tempo que nos mantivemos frente a um problema ativo sem solução!

Annelise Gripp é louca por tecnologia e engajada em integrar pessoas, há 21 anos trabalho com Engenharia de Desenvolvimento de Software. É Consultora em Processos e Projetos, Instrutora e Coach Profissional.

Mapa de Cultura: Desenvolvendo Pessoas

João Paulo Coutinho

O The Culture Map, ou Mapa de Cultura foi criado pelo líder de negócios e consultor de gestão, Dave Gray. A ferramenta foi criada para trabalhar a Cultura das Organizações, para que o conjunto de crenças e valores adotados, pudessem ser transformadas e fizessem mais sentido aos colaboradores que nela trabalham, ao invés de ser vista apenas como um padrão a ser seguido.

A ferramenta serve não apenas para destacar as características e comportamentos que desejamos, mas para visualizá-las, entender o que significam, como elas se relacionam e transformá-las em ações. Dave diz que “criando e usando o mapa pôde perceber que ao possibilitar uma visão e deixa-la explicita, são muito maiores as possibilidades de torná-la realidade. ”

A ferramenta foi criada por Dave para trabalhar cultura nas organizações, mas já percebemos a sua utilização também para o desenvolvimento de pessoas em diversas competências, tornando-a conhecida e como instrumento de Gestão de Mudanças junto aos profissionais de Recursos Humanos. A ferramenta pode ser utilizada para mapear o momento atual ou o cenário desejado, pois é um instrumento prático, simples e visual.

O Mapa de Cultura pode e deve ser uma ferramenta que se concentra no desenvolvimento dos colaboradores e pode ser utilizada em diversas situações do cotidiano corporativo como: reuniões, ações de treinamento, implementação de projetos e comitês. A seguir falo um pouco sobre a ferramenta e trago algumas dicas de como você pode ser um facilitador durante a utilização do Mapa.

A ferramenta

A ferramenta se divide em 3 quadrantes, denominados por Dave como: Outcomes (Resultados), Behaviors (Comportamentos), Enablers and Blockers (Gatilhos e Bloqueadores). Para explicar a ferramenta, vamos utilizar aqui a metáfora da lavoura.

Os resultados são os frutos, aquilo que eu colho ou quero colher como resultado final dos comportamentos. É o que você idealiza como cenário ideal.

Os comportamentos são o coração de tudo. Eles são as ações positivas ou negativas que as pessoas realizam todos os dias e que irão resultar em uma boa ou má colheita, que influenciam diretamente os resultados.

Os gatilhos e bloqueadores são os elementos que permitem ao seu jardim florescer ou não. Por exemplo, as ervas daninhas, pragas, mau tempo ou falta de conhecimento podem estar prejudicando o seu jardim. Ou fertilizantes, especialização em jardinagem, ou boa terra podem ajudar o seu jardim a crescer. A ideia aqui é que são situações que funcionam como um estopim, ou que incentivam ou bloqueiam os comportamentos.

Mapa de Cultura

Uma boa forma de preencher o Mapa é utilizando post-its, discutindo e completando um quadrante de cada vez. Se você começou a mapear um resultado ou um comportamento, é importante para conduzir a discussão em torno desse quadrante antes pensar ou procurar informações para os outros.

Se estamos trabalhando, por exemplo “Falta de sinergia entre determinada área” ou “Como conduzir conversas difíceis” há uma tendência em fazermos julgamento, respondendo:  “As pessoas não sabem trabalhar em equipe ou não pensam na importância do seu trabalho para o resultado final” ou “Meu colaborador é agressivo e não aceita o feedback que dou a ele”. O que isso significa? O que está realmente acontecendo? Conte histórias, traga exemplos específicos de gatilhos, bloqueadores, comportamentos e resultados obtidos.

Contextualizar e trazer fatos, contribuem para um melhor resultado. Também é importante que os participantes que estão utilizando o Mapa de Cultura adquiram o hábito de compartilhar evidências em vez de simplesmente opinar. Histórias específicas de comportamento (boas e más) devem ser baseadas em fatos em vez de achismos ou rumores. Trazer para o mundo real a problematização e não ficar no mundo ideal, contribui para que as mudanças aconteçam.

Cabe a você decidir se o preenchimento deve começar de cima para baixo, abordando os resultados e, em seguida, os comportamentos associados, gatilhos e bloqueadores. Mas Dave Gray descobriu e sugere que “começar com comportamentos é mais fácil. Comportamentos são visíveis; são situações diárias e corriqueiras que as pessoas vão ao bar ou saem para almoçar para falar. ”

Sempre que estiver facilitando uma atividade com o Mapa de Cultura, estimule os participantes que estão utilizando a ferramenta com perguntas: o que causa e influencia os nossos comportamentos? O que você como um líder diz ou faz para permitir que estes comportamentos aconteçam? Como as pessoas são recompensadas por seus comportamentos no dia a dia (positivo e negativo)? Quais são as regras não escritas? Está claro para todos o que é esperado de cada um?

Após preenchido em equipe, em algum dos momentos sugeridos acima ou em situações que você acredite que a ferramenta possa ser uma condutora aos resultados esperados, é importante que os Mapas sejam expostos e que exista uma troca de informações e aprendizados entre todos os participantes do encontro, no caso de existir mais de um grupo trabalhando com o Mapa de Cultura. Após a finalização do preenchimento, ou mesmo apresentação da construção, trace com os participantes um Plano de Ação que possa ser levada de forma imediata ao mundo real, ou seja, ao seu dia a dia como líder ou colaborador.

O Mapa de cultura é uma excelente ferramenta para desenvolver habilidades de liderança, fortalecer equipes e discutir e solucionar situações do dia a dia das organizações, além de gerar mudança de comportamento, incentivando os participantes a inovar, aprender e compartilhar conhecimentos.

O poder do Action Learning

Escrito por Michael Marquardt

Várias empresas ao redor do mundo como Constellation Energy, Caterpillar e Sony, também tem utilizado Action Learning como estratégia de criação de times para atuarem em projetos Six Sigma e com o propósito de definir a direção estratégica e desenvolver políticas corporativas.

Cultura de aprendizagem corporativa. As organizações que aprendem estão criando várias maneiras de aumentar a capacidade e habilidades de aprendizagem, de criar uma estrutura e cultura organizacional transformadas, de estimular o envolvimento de toda cadeia do negócio no processo de aprendizagem, além de uma melhor capacidade de fazer gestão do conhecimento. Os grupos de Action Learning idealmente modelam o que a organização que aprende deve ser e como deve operar. Seus integrantes procuram aprender continuamente. Tanto individualmente quanto como grupo, eles aprendem rapidamente a se adaptarem às mudanças internas e externas do ambiente.

Aprendizagem e conhecimento são continuamente capturados e transferidos para outras partes da Organização. Conforme os integrantes dos grupos de Action Learning retomam suas atividades cotidianas, suas novas habilidades e modelos mentais gradualmente impactam toda a Organização, resultando numa cultura mais provável de aprender continuamente, recompensar aprendizagem e conectar aprendizagem com todas as atividades do negócio.

POR QUE É TÃO PODEROSO

Action learning não funciona por causa da sorte, mas porque inerentemente entrelaça uma larga matriz de princípios e teorias organizacionais, psicológicas, sociológicas e educacionais; além de elementos chave de ética, ciência política, engenharia e pensamento sistêmico. Cada componente reforça e alavanca o poder de Action Learning. A simplicidade e aplicabilidade imediata de Action Learning possibilitam que Organizações ao redor do mundo alcancem sucesso na resolução de seus problemas, trabalho em equipe, aprendizagem organizacional e desenvolvimento da liderança.

Michael Marquardt é professor de desenvolvimento humano global na George Washington University e director do Global Institute of Action Learning. É autor de mais de 15 livros, incluindo Action Learning in Action e Optimizing the Power of Action Learning;